OS IMPERATIVOS DE KANT.


Por José Roberto Goldim originalmente publicado AQUI

O Imperativo Categórico é uma das idéias centrais para a adequada compreensão da moralidade e da eticidade. Nesta proposta Kant sintetizou o seu pensamento sobre as questões da moralidade. Kant valorizava esta idéia de lei moral. Ele cunhou uma das mais célebres frases a este respeito:

Duas coisas me enchem o ânimo de admiração e respeito: o céu estrelado acima de mim e a lei moral que está em mim.
(Crítica da Razão Pura)

        São apresentados, a seguir, diferentes textos que contém as várias formas apresentadas para o imperativo categórico e alguns comentários sobre os mesmos.

Imperativo Categórico:

Age somente, segundo uma máxima tal, que possas querer ao mesmo tempo que se torne lei universal.

Imperativo Universal:

age como se a máxima de tua ação devesse tornar-se, por tua vontade, lei universal da natureza.Imperativo Prático:

age de tal modo que possas usar a humanidade, tanto em tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre como um fim ao mesmo tempo e nunca apenas como um meio.

Kant E. Fundamentos da metafísica dos costumes. Rio de Janeiro: Ediouro, sd:70-1,79.


Kant criou o termo Imperativo, no seu livro Fundamentação da Metafísica dos Costumes, escrito em 1785. Esta palavra pode ser entendida, segundo alguns autores como uma analogia ao termo bíblicoMandamento.

“a representação de um princípio objetivo enquanto constrange a vontade, denomina-se uma ordem da razão; e a fórmula do mando denomina-se Imperativo”

Abbagnano N. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1970:519.


Na dialética da liberdade, o homem precisa sintetizar o necessário e o possível, e tanto o necessário quanto o possível variam através da história. Mas a sintetização sendo responsabilidade do próprio indivíduo existente, não há parâmetros fornecidos definitivamente. E a ética da liberdade (responsável) tem o mérito de exigir constantemente o respeito a cada ser humano. Quantas vezes, mesmo os que defendem a vida ou a vida humana não o fazem de maneira tão dogmática e intransigente que acabam por tratar os outros homens como apenas coisas?

Álvaro L.M. Valls in: Ética e Contemporaneidade