LEXCast §12 – MEU DEUS

LC-12
NESTE EPISÓDIO VOCÊ VAI ENTENDER OS CONCEITOS DE ESTADO LAICO E ESTADO CONFESSIONAL E VAI DESCOBRIR POR QUE DEUS NÃO PODE SER A FONTE DO PODER POLÍTICO TERRENO.

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LEGISLAÇÃO APLICÁVEL
– EXODO 20:7
– ISAIAS 48:6
– JOÃO 18:36

PREAMBULO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL:
Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.

OUÇA O NOSSOCAST

VÍDEO: MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO.

  • Maurício Silva

    Márcio. Olá.

    Eu gostaria de dizer, apenas, que seus comentários deveriam ter ficado apenas no jurídico. Quando você passou passou para a teologia, fez afirmações que podem ser contestadas pela teologia católica e – talvez até – pela protestante. Acredito que julgar o homem por ser ou não cristão “de verdade” ultrapassou o intuito do programa. Ainda mais fazendo-o com citações retiradas do contexto e em não consideração de outras passagens que, quando levadas em conta, colocam o citado em outra perspectiva.

    Um abraço!

  • Para mim achei uma excelente abordagem e muito esclarecedora!

    abraço

  • Erick Carvalho Campos

    Esse foi de longe o Lexcast que mais gostei. Ele quebrou brilhantemente com a idéia de que somente os fanáticos conhecem a Bíblia e que necessariamente quem conhece a Bíblia vai ficar do lado das propostas que conduzem o nosso país pra ignorância de um estado não-laico.

    Eu fico especialmente transtornado ao ver propostas que tentam fazer o caminho inverso que foi feito desde o fim da idade das trevas. E essas propostas parecem ser tão frequentes e tão bem aceitas ultimamente…

    A verdade é que a mentalidade de quem busca o caminho das trevas (porque é isso que querem ao forçar a miscigenação entre Estado e Igreja) é “interiorana” ao considerar o mundo tão pequeno que não existam outras fés. A pluralidade do mundo religioso é insistentemente ignorada por essas pessoas.

    Só pra ter uma ideia da diversidade do mundo observem os dados de religioes em 2010: Christian 33.39% (of which Roman Catholic 16.85%, Protestant 6.15%,
    Orthodox 3.96%, Anglican 1.26%), Muslim 22.74%, Hindu 13.8%, Buddhist
    6.77%, Sikh 0.35%, Jewish 0.22%, Baha’i 0.11%, other religions 10.95%,
    non-religious 9.66%, atheists 2.01% (2010 est.)

    Somente 16.85% da população mundial é católica e somente 6.15% evangélica (protestante)! É praticamente a mesma quantidade de muçulmanos (diferença de 0.26%), então porque não adotar os preceitos do Isla pra reger nosso Estado ao invés dos cristãos? O mundo é muito maior e plural do que imaginamos, por isso o Estado deve ser laico, para que respeite a diversidade e seja sóbrio.

    Voltando ao tema da conduta religiosa. É muito ridiculo ver as pessoas inventando teologias pra justificar pontos de vista intolerantes e agressivos para uma religião cujo lider tenha sempre pregado a tolerância e a fraternidade.

    • Obrigado. Fico feliz que tenha gostado.

      Pra mim a doutrina do Crsto é a que importa. E a mim lea me parece muito clara.
      Aliás eu diria que o maior erro dos judeus até hoje é esperar por um lider militar e político que nunca virá. Assim a mensem de Jesus é bem simples e clara “buscar primeiro o reino de Deus e sua justiça e tudo mais virá por acréscio”. Então eu diria que as pessoas que tentam miscigenar Estado e igreja ou não são verdadeiros cristãos ou não compreenderam a mensagem do Salvador. Seja como for elas próprias se “fecham” e deixam de receber a “orientação divina” por estarem muito apegadas aos bens e as glõrias terrenas.

      Seja como for, sempre haverá interpretações em sentido oposto, mas como eu disse no cast, pra mim essas pessoas são os “cegos que conduzem cegos” e como diz o dito popular: “pior cego é aquele que não quer ver”.

      à nós restar ser tolerantes, exercer a paciência e usar da lógioca e da diplomacia ou para dissuadi-los de ideias basurdas como estas ou de converncer os demais de insentatez dessas ideias de mesclar Princípios Jurídicos com Dogmas Religiosas exclusivos de uma corrente filósifca em detrimento das demais.

  • JORDAN ARLEY FEITOSA GOMES

    Diferente do comentário do Mauricio Silva, gostei de sua abordagem teológica. A questão Igreja e Estado foi um problema ao longo da história exatamente por não se encontrar uma teologia que enfoque como Agostinho de Hipona tenta descrever em sua obra “A cidade de Deus e a Cidade dos homens”. A cidade dos homens apesar de ser influenciada por Deus, é dos homens e a cidade de Deus é o Reino fora desde mundo como afirmou Jesus. A ligação da teologia que na época auria da história da educação foi a rainha das ciências hoje é quase relegada a exclusão por representantes despreparados ligar a situação atual a uma teologia saudável. O problema é a falta de preparo intelectual para uma boa leitura e interpretação hermenêutica e aplicação dos princípios que estão contidos ali. Vejo muita dessa discussão de não permitir “religiosos” de participar dos debates públicos é ridículo. Dado o fato de o estado ser laico, mas seus representantes não são, e quando falam na tribuna ou propõem emendas o fazem a partir de sua cosmovisão de mundo que é produto direto de seus valores intrínsecos, no qual um deles é sua “fé” ou religião. Vemos ignorância de ambos os lados, no caso de alguns “religiosos” esses de qualquer religião e também dos ditos “ateus”, militantes lgbt, umbandistas e tantos mais. Tolerância não é concordância, muito menos fascismo ou homofobia. O debate é o único caminho, que não vai agradar a todos. Mas a democracia é isso, mas vemos manobras e tentativas de polarizar e criar espantalhos e caricaturas dos opositores no debate. Oque torna o debate e um embate de inimigos, gerando violência. Precisamos amadurecer quanto a isso! Muito bom podcast. Vocês poderiam fazer um crossover com o pessoal de outros podasts quando falarem em questão como essas. Tipo o pessoal do BTcast que são teólogos e outros.

    • Jordan você citou um dos meus pensadores favoritos que é Agostinho de Hipona,talve por ele ter resgatado o pensamento de Platão, que para mim se encaixa muito melhor nas doutrinas cristãs do que o pensamento aristotélico de Tomas de Aquino.

      Você razão quando diz que o Estado é laico mas as pessoas ( e seus representantes ) não são e negar isso é “tentar tapar o sol com a peneira”. Eu vejo por exemplo nas escolas onde meus filhos estudam (escolas do estado e da prefeitura) onde os professores em sua maioria são evangélicos e meus filhos aprendem sobre jesus e até cantam hinos de igreja. Um dia desses meu filho do meio (de 5 anos) chegou em casa cantando o “Carimbó do Senhor” e estava todo feliz pq já saia cantar toda a música. Daí ele chega pra mim e diz “papai eu ensaiei uma música pra cantar pra você e começou a cantar, tão lindo. Então sob qual fundamento eu poderia recriminar a professora ? O Estado laico não justificaria isso, num contexto onde, de uma forma ou de outra 99% das nossa referência vem do cristianismo.

      Mesmo não sendo evangélico eu gosto que meus tenham contato com esse conceitos. Da mesma forma como na páscoa se fala do “coelhinho” ao mesmo tempo que falam da ressureição de cristo. Acho que chegará o dia e a hora de eles fazerem uma reflexão para fortalecerem sua fé (seja ela qual for) ou de buscar outro caminho mas isso não será agora.

      Nesse sentido vemos de forma clara que Estado e Igreja não estão tão distantes assim, mas é preciso ter noção clara de que fundamentos exclusivamente religiosos não podem nortear decisões jurídicas e políticas ainda que sirvam como valores inspiradores dessas decisões.

      Indo um pouco mais para o lado “metafísico”, nesse sentido eu penso que se fosse dá vontade de Deus, Jesus ( e digo isso por ser cristão) já teria voltado e as coisas seriam diferentes. Mas como ele ainda não voltou e como sei que Deus “não joga dados com o universo”, como dizia Einstein, há um propósito maior, uma razão transcendental para que estejamos aqui e agora, no “mundo”, na “matéria”, provavelmente para aprender alguma coisa, provavelmente para lidar com esse “mundo material” que apesar de “imperfeito’ faz parte da criação.

      E aí voltamos ao ponto central do ensinamento de cristo “Meu reino não é deste mundo” e “na casa de meu pai h;a várias moradas”.