LEXCast §47 – CAMPUS FAIL ???

LC47

Neste episódio eu conversei com a Mariana Bomfim (RenegadosCast) e com o Marinno Arthur (acadêmico de Direito e colaborador do LEXCast) sobre Direitos do Consumidor, Direito Empresarial e Direitos da Criança e do Adolescente que se relacionam com a Campus Party e com eventos comerciais em geral.

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LINKS
– TEXTO DO MARINO
– CAMPUS FAIL
– NOTA DE ESCLARECIMENTO DA ORGANIZAÇÃO DO EVENTO
 CINEMA NÃO PODE PROIBIR A ENTRADA DE ALIMENTOS COMPRADOS EM OUTRO LOCAL


Campus Party 2016 | NerdOffice S07E05

  • Eliane Christina da Silva

    Muito bom o podcast, parabéns e obrigada (desde já, desculpem pelo “textão”). Como campuseira e relações públicas com experiência em eventos, me doeu (um pouco bastante) a parte de ‘as empresas economizam com advogado, contratando um bom relações públicas ou alguém com noçãozinha achando que vai resolver’. Bem, a maioria das empresas consideram a comunicação como “perfumaria” (vide casos de social media feitos por “sobrinhos manjadores” por aí) e as que tem algum responsável pela comunicação, tem mais visão de negócios do que as que não tem. SE (reparem na condicional) a CPBR tivesse “um bom RP”, não teria dado todo esse efeito dominó, do patrocínio dessa ao planejamento da próxima. Nós RPs podemos não saber todas as leis – sabemos qual é o trabalho, como, quando e porquê contatar um advogado, sendo que o ideal é trabalhar em conjunto – mas quero que saibam que nosso trabalho de RP é, prioritariamente com planejamento e prevenção de crises além de pesquisa, contato e relacionamento com todos os públicos que cercam o evento (só pra citar alguns, temos os campuseiros, patrocinadores, fornecedores, governos, imprensa, empresas privadas, startups e que ainda podem estar em mais de um nível de interferência simultaneamente). Estou reparando há meses, como RP e como campuseira, pelo 3º ano seguido, que essa edição foi desorganizada desde a edição passada em várias coisinhas que passam despercebidas por olhos não treinados seja na parte de comunicação, seja na parte de negócios, seja na parte jurídica, no planejamento e execução do evento, etc., e esse episódio lamentável com a Mariana Bomfim foi o cúmulo dos absurdos que já vinham ocorrendo. Citando outra das coisas absurdas, que me soou como uma prévia de que viria uma bomba, foi o email assustador do paco aos campuseiros (enviado no primeiro dia do evento) tentando justificar a queda na qualidade dos brindes, na diminuição física do evento (devido à crise) e já “preparando” pra “CPBR10 que vai ser épica”: nem abriu a 9 e já estão querendo me vender a 10? MAS HEIN? Fora a parte da tal “segurança alimentar” que vou só lembrar com o icônico “pombozeiro”. Quando li o tal “pedido de desculpa” pra Mariana, eu conclui que não tinha um RP mesmo. Pra elevar o nível do evento, só quando contratarem um RP. Tratar com respeito é obrigação, não um favor. Planejamento e prevenção sairiam bem mais barato do que “o prédio de advogados que eles tem” (aliás, quando li isso, pensei “nuss.. os organizadores devem ter um monte de processo da coisas erradas que fazem, num é pô silvio”) rsrsrs… Boa sorte à Mariana e aos demais com as ações na justiça.

    • Excelente texto. É exatamente isso, ou seja, para esse tipo de evento ser um sucesso em todos os sentido é indispensável uma equipe multidisciplinar de profissionais qualificados.
      Parece que além de economizar com a consultoria jurídica também economizaram com o RP que, aliás, teria resolvido facilmente o problema da Mariana.

  • Inoue

    Pelo que entendo,(que não é grande coisa)se a CPBR permite entrada de menores de qualquer idade isso quer dizer que as instalações deveriam estar aptas para recebe-los,mas o que se vê na internet é que não estão.
    Vida longa e próspera.

  • Andressa França

    Oi Pessoal! Curti muito o podcast de vocês, principalmente sobre esse assunto da Campus Party. Vou fazer igual a Eliane, fazendo textão!

    Em 2015, quando as inscrições pro evento abriram, o clima já não estava muito legal porque ninguém divulgava nada sobre, Não tinha palestrantes, não tinha informação a não ser as da edição anterior. A questão da comunicação que a Eliane falou faria uma grande diferença, principalmente em um evento que por tradição já é de uma forma. A galera já estava meio irada, então acho que algumas coisas (principalmente esse lance da Mari e outras coisas que rolaram por lá depois) poderiam ter sido evitadas com uma melhor organização e forma de comunicar.

    Vocês falaram da questão da vigilância sanitária. Soube de muita gente que teve problema com a comida do catering e eu passei mal no último dia, então eu realmente não sei se eu passei mal por conta do dela, por conta de algo que eu comi fora ou por conta do restaurante do anhembi (ambos na sexta-feira). De qualquer forma, vi o pessoal do catering medindo temperatura, recolhendo porções pequenas em saquinhos (provavelmente algo que a vigilância sanitária obrigue eles a fazer), mas tinha pombos dentro do refeitório ¬¬’, fora a história do besouro na salada. Esse ano (em vista do ano passado), eu vi o pessoal da limpeza mais vezes, eles passavam nas mesas, recolhiam os lixos e tal, mas ainda tinha pouca lixeira.

    Em relação a levar comida, comer de lá, sempre vai ter alguém ou algo estragado. Querem culpar o cara que come a comida de fora, mas não cuidam da própria higiene lá de dentro.

    Quanto a questão dos menores de 5 anos e aquela coisa de entra criança, não entra criança… Quando eles abriram as vendas das entradas, não tinha regulamento nenhum proibindo as crianças no evento. E depois, quando liberaram tudo completo, veio essa história das crianças e quem queria levar os pequenos se ferrou. Enfim, isso foi extrema desorganização da parte deles, já que deveriam ter liberado a “classificação indicativa” bem antes. O que eu vi também esse ano foi um monte de piá de 10, 11 anos que quer ser youtuber e vão falar dos pais que levam os pequenos. Besteira.

    E em relação a um geral, o evento foi muito desorganizado. Era palestra sendo cancelada, era funcionário sem educação, era som de um palco invadindo o outro. Fora que rolou questão de problema com a galera do Daypass que tava usando computador e mexendo nas coisas dos outros sem autorização, treta que ficamos sabendo no segundo dia. Meu marido também teve problemas com a organização: uma funcionária pegou o crachá dele errado e ele precisou ficar mais de 3 horas na fila esperando a boa vontade de uma única pessoa que tinha a senha do sistema todo e resolver problema dos outros. Fora que depois tivemos problemas pra sair porque aquele trem de código de barra dos equipamentos não tava dando leitura.

    E Mari, desejo toda a sorte para você se realmente o processo for pra frente. Você é muito bacana e eu acho que nessa altura do campeonato com o fato de todos nós mais velhos já estarmos nessa de montar família, é importante que o evento se adapte também a isso!

  • Pedro Augusto

    Uma palavra resume de forma simples o que faltou pra organização da CPBR: bom senso.

    Chega a ser ridículo.

    Otimo podcast!