RÉPLICA AO ULTRAGEEK 197

Neste episódio você vai conhecer um pouco mais sobre os crimes contra a fé pública e contra a saúde pública e muito mais.

TÍTULO VIII – DOS CRIMES CONTRA A INCOLUMIDADE PÚBLICA
CAPÍTULO III – DOS CRIMES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA
Art. 272 – Corromper, adulterar, falsificar ou alterar substância ou produtos alimentícios destinado a consumo, tornando-o nocivo à saúde ou reduzindo-lhe o valor nutritivo

Crimes Contra a Fé Pública – Código Penal – TÍTULO X – Capítulo I ao IV
Art. 296 – Falsificar, fabricando-os ou alterando-os,
Art. 299 – Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante.
Art. 304 – Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados, a que se referem os arts. 297 a 302.
Art. 307 – Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio, ou para causar dano a outrem.

PARA SABER MAIS:

O que é Falsidade Ideológica.

Lei 9279/96 – Propriedade Industrial.

LEI 9610/98 – Direitos Autorais.

UltraGeek Episódio – 197

BAZAR POP

  • “Qual o erro de ostentar? O que tem de errado em querer parecer o que você não é?”
    É sério isso?
    Se você pensa assim meu amigo, ESTÁ TUDO ERRADO! Eu não compro roupas falsificadas, nem de marca, porque eu NÃO QUERO OSTENTAR, por que quem ostenta é pra se aparecer, é uma fantasia de uma vida que você não tem, simples!
    iPhone quebrado pra mostrar na balada? PQP, é mais ridículo ainda! Se você precisa comprar um produto, para aparentar um status ao qual você não tem, eu acho no mínimo estranho, e pode reparar bem, quem mais faz isso de forma desproporcional, como comentado no programa, são as pessoas mais pobres, os esteriótipo do favelado, que não tem onde cair morto mas financia em 72x um carro que ele não pode pagar, mas quando ele está fora de casa, é o carro que manda no momento da ostentação com a galera!

    Achei altamente desnecessário o programa, comentários sendo irônicos ou não, não fazem sentido com o que foi proposto no Ultrageek, e você ainda faltou com respeito com os convidados ao qual eu gosto muito.

    Desculpa mas realmente não gostei do que foi apresentado aqui!!

    • Vou esperar mais um pouco pra responder em aberto aqui. Mas vou te responder no in box, pra deixar os ouvintes tirarem suas próprias conclusões ok ?

    • Fiquei pensando no que você disse. Vamos refletir sobre RESPEITO.

      Qual a “SUA” definição de RESPEITO e me diga exatamente onde e porque, na sua concepção, eu faltei com respeito como Tato, como Maury e com os convidados dele.

    • Allan

      Também não considero legal ostentar, mas acho complicado julgar pessoas com menor renda que o fazem. Acredito que isto é reflexo de um meio que julga as pessoas pelo que consomem e elas acabam ostentando como forma de serem aceitas.

      • Não é questão de julgar cara, é que eu já vi muita merda sendo feita na minha frente e fiquei calado, nego comprando carro caro e não ter onde morar bicho, prioridades muito bagunçadas. O julgamento pra mim, é a vergolha alheia dessas pessoas.

        • Allan

          Entendo o quer dizer, mas não acho que seja muito normal uma pessoa que não tenha onde morar comprar um carro caro.

          • Aí tudo depende dos valores e das prioridades que a pessoa adota. Hoje os preço dos imóveis estão muito altos, mas já houve um tempo (pelo menos aqui em Manaus) em que era comum as pessoas morarem de aluguel ou mesmo em casa própria mas o carro que elas possuíam valia até o dobro do imóvel.
            Todo mundo sabe que carro não é investimento pois desvaloriza rápido, mas (sabe-se lá por que) e pessoa preferia ter um “carrão” do que um bom local pra morar.

            • Allan

              Sim, isto acontece mesmo. Eu me referia mais à pessoas sem condições, “que não tem onde cair mortas”, como mencionado acima pelo Léo.

              • Mas essas me parece que não adotam essa conduta e justamente se preocupam apenas em satisfazer suas necessidades básicas. Parece que as pessoas que adotam essa conduta são as que estão na classe média e que tem a opção (e dinheiro) para comprar produtos apenas com o objetivo de “OSTENTAR”, seja lá o que isso possa significar…

                • Allan

                  Concordo.

    • cristiano

      Você pode até achar errado o ostentar, ou ser a favor, isso não vem ao caso. O problema foi que o pessoal do Ultrageek comentou que ostentar com roupa de marca está correto e ostentar com produto pirata está errado. Você mesmo diz é contra ostentar com roupa de marca ou falsa. Ou seja, há coerência no que você acha e não no pessoal do Ultrageek. No fim você concorda com o Marcio Etiane que nem mesmo disse se acha correto ou incorreto ostentar (se é que existe certo ou errado nesse caso).
      Quanto ao respeito, achei também que o tom foi meio pesado em alguns momentos (como a piadinha da privada) mas discordar de um comentário de uma pessoa realmente torna tudo o que foi dito errado?

      • Você disse: “achei também que o tom foi meio pesado em alguns momentos (como a piadinha da privada)””

        Acho que como humorista eu sou um ótimo jurista, mas realmente não achei que soaria tão “ofensivo” assim já que esse é um trocadilho MUITO antigo, mas valeu pelo comentário…

        • cristiano

          Nem digo ofensivo. Acho que tá mais pra incisivo mesmo. Mas o problema é que tem gente que se ofende com comentários incisivos então dá na mesma 😀

  • Nilda Alcarinquë

    Olás!

    Achei maravilhoso este episódio!
    Interessante escutar uma fala em que a pessoa diz que “uma coisa é uma pessoa bem vestida usar uma bolsa falsa, pq ninguém vai se perceber, mas se for mega mal vestida com uma bolsa chique não dá”
    Ou seja: o problema é deixar claro que usa algo falsificado ou um genérico, porque se não deixar claro isso, tudo bem! Você tem que ser do “clube onde algumas coisas são permitidas”, mas se for do grupo dos ferrados, dos pobres e não disfarçar isso, tá muito errado!

    Por isso achei ótimo a maneira como você deixou claro a hipocrisia de quem se diz capitalista, mas só se for do meu jeito. Se for consumir coisas que eu não aprovo, você tá errado! Isso não é ser contra o contrabando e a falsificação, é apenas defender o status quo.

    E a explicação dos termos mais técnicos do Direito continuam ótimas.

    Abraço
    PS: não, não escutei o episódio do Ultra geek, mas isso é pq dificilmente os escuto. Os temas não são do meu interesse em 90% das vezes.

    • Nilda, o problema não é ser permitido ou não permitido a pessoa ser mal vestida e usar uma bolsa chique, o problema é que normalmente as prioridades dessas pessoas são muito erradas, elas fazem de tudo pra andar com roupas de marca e quando chega no final de mês passam fome porque não tem dinheiro pra ir no mercado, ou ficam pulando de casa em casa porque não tem dinheiro pra pagar o aluguel. O que torna “mais certo” uma pessoa bem vestida com uma bolsa chique, é que ela provavelmente tem dinheiro suficiente pra ter uma roupa chique, uma bolsa chique e ainda tem dinheiro pra manter o nível de vida que ela considera bacana, para suprir suas necessidades básicas. Eu já vi, ninguem precisou me contar essa história, de pessoas que compram calças jeans de marca de mais de 500 reais (porque uma calça pra uma jovem de 16 anos é mais de 300 reais) e no resto do mês não saiam pra lugar nenhum, pra festa nenhuma, porque tinha ido o dinheiro todo na bosta da calça mais cara do mundo. Mas ai quando saí, mostra pra todo mundo que a calça é foda, e que é o cara, e que bota pra quebrar porque tem uma roupa mais cara que o outro. Aí eu pergunto, quem faz isso? E a resposta de novo é, pessoas mais pobres, e pra que? Não sei, só penso é pra se aparecer, não vem a cabeça o sentido disso. Gente, pelo amor de deus, é uma coisa tão babaca, mas tão babaca que beira a tosquice, coisa que com um nível de instrução que eu sempre tive, fugi e sempre fugirei dessa pratica.
      O que foi falado no Ultrageek e eu reitero, seja coerente com a sua vida. Eu queria muito um carro foda, com ar-condicionado e direção hidráulica, por mais que isso pareça básico o meu primeiro carro comprado em 2013 não tem, mas Léo Bruski que vergonha, teu carro não tem ar, não tem nem direção, tu sofre igual um cavalo pra estacionar essa carroça? E a minha resposta é: Sim, por que é o que eu podia comprar na época, um carro mais caro seria andar mais do que as minhas pernas aguentam, eu quero um carro pra andar, não pra ostentar, sacaram a realidade da coisa, eu poderia tranquilamente botar cem reais a mais na prestação e pegar um zero TOP, mas na época não dava e não condizia com a minha realidade. O importante aqui é, tenha coerência na sua condição de vida, eu priorizo casa/contas/alimentação antes da ostentação, porque isso é realmente o mais importante.
      Me massacrem abaixo!

      • Vamos por partes.

        1 – “o problema é que normalmente as prioridades dessas pessoas são muito erradas, elas fazem de tudo pra andar com roupas de marca e quando chega no final de mês passam fome porque não tem dinheiro pra ir no mercado, ou ficam pulando de casa em casa porque não tem dinheiro pra pagar o aluguel”.

        Ora, mas a cada um não é dado o direito de definir suas próprias prioridades ? O limite das minhas condutas não é o direito das demais pessoas ? Então desde que eu não cause danos (prejuízo) aos outros não podemos dizer que essa conduta é INJUSTA e merece ser reprimida pela sociedade.
        Pode até ser incoerente, ilógico e nem um pouco pragmática mas não é ILÍCITA NEM IMORAL já que está de acordo com os valores morais da SOCIEDADE DE CONSUMO ONDE TUDO TEM PREÇO E NADA TEM VALOR.
        No contexto da sociedade Capitalista a propriedade privada é o bem supremo, tanto é que existem muitos crimes patrimoniais que possuem pena igual ou superior a alguns crimes contra a vida e a liberdade sexual.
        Na sociedade de consumo USAMOS AS PESSOAS E AMAMOS AS COISAS e a APARÊNCIA está acima da ESSÊNCIA.
        E como você mesmo disse, basta que a pessoa tenha dinheiro para pagar suas despesas.

        2 – O que torna “mais certo” uma pessoa bem vestida com uma bolsa chique, é que ela provavelmente tem dinheiro suficiente pra ter uma roupa chique, uma bolsa chique e ainda tem dinheiro pra manter o nível de vida que ela considera bacana, para suprir suas necessidades básicas.

        Veja que aqui você percebeu corretamente que o que “JUSTIFICA” uma conduta neste contexto da sociedade do consumo é a condição financeira e econômica para custear as necessidades básicas. Mas veja que cada indivíduo vai definir quais são suas prioridades básicas e que essas necessidades acab sendo definidas em razão dos valores vigentes na sociedade, que por sua vez giram em torno da capacidade de consumir e de gerar lucro.

        3 – “O que foi falado no UltraGeek e eu reitero, seja coerente com a sua vida”.

        Provavelmente a sua leitura (interpretação) foi diferente da minha. Eu entendi que foi dito: Ou você tem dinheiro para comprar produtos originais e ostentar um status quo em razão de sua condição econômica e tudo bem, ou você não tem condição econômica e ao usar produtos falsificados para atingir esse FIM você estaria cometendo CRIME DE FALSIDADE IDEOLÓGICA ao se fazer passar por alguém que você não é e para CHEGAR À ESSE FIM VOCÊ ESTARIA USANDO OS MEIOS ERRADOS”.

        Isso foi dito literalmente com essas palavras. Você consegue perceber o absurdo que isso significa ? Isso significa que por ser pobre a pessoa é automaticamente criminosa quando usa produtos caros e de “marcas renomados”.

        Mas o mais grave é que essa é realmente a lógica da sociedade de consumo.

        4 – “O importante aqui é, tenha coerência na sua condição de vida, eu priorizo casa/contas/alimentação antes da ostentação, porque isso é realmente o mais importante”.

        Concordo com você.

        Mas não foi isso que foi dito, ainda que tenham tentado dizer. O que foi dito é: CONFORME-SE COM SUA CONDIÇÃO SOCIAL E NÃO USE APARENTAR SER ALGO (CLASSE SOCIAL) QUE VOCÊ NÃO É. SE VOCÊ NÃO TEM DINHEIRO PARA COMPRAR PRODUTOS ORIGINAIS E USAR PRODUTOS FALSIFICADOS VOCÊ SERÁ CONSIDERADO CRIMINOSO, POR PRATICAR FALSIDADE IDEOLÓGICA.

        PS – Ver art 299 do Código Penal. Falsidade Ideológica É TOTALMENTE DIFERENTE DISSO AÍ.

        • Enfim o meu ponto foi esclarecido, vocês são a favor de manter uma falsa aparência mesmo sem condições pra tal, pela explicação toda ai fica claro isso. Desculpa, mas não posso concordar.

          • Acho que você não entendeu mesmo. Não se trata de ser contra ou a favor da falsas aparências, até porque qual a definição de “FALSIDADE” nesse caso ?

            Se, como foi dito no episódio e nós sabemos que muitas vezes quem “falsifica” um produto é a mesma empresa que produz o original, a diferença então estaria apenas na qualidade do material ?
            Ou na “EXPERIÊNCIA”, que não seria a mesma, conforme o Tato explicou ?
            Ora mas se sou eu quem pago o preço, sou eu que decido se aceito ou não uma “EXPERIÊNCIA PIOR”.

            A questão aqui vai muito além disso está em saber o que torna INJUSTA e, por consequência, REPROVÁVEL essa conduta de “OSTENTAR UM STATUS SOCIAL QUE NÃO SE POSSUI” ?

            O seu argumento – e eu concordo com você – é pragmático e finalístico, já ao final a pessoa não poderá custear suas necessidades básicas. Mas isto por si só não é suficiente para transformar essa conduta de “OSTENTAR UM STATUS SOCIAL QUE NÃO SE POSSUI” num crime de falsidade, como foi dito no episódio.

            E nem mesmo para que essa conduta seja considerada MORALMENTE REPROVÁVEL, uma vez que é totalmente de acordo com os valores vigentes na sociedade.

            Então, deixando o argumento pragmático de lado – até porque isso passou longe do Episódio 197 do UltraGeek, com base em quais argumentos (ou valores) essa conduta de “OSTENTAR UM STATUS SOCIAL QUE NÃO SE POSSUI” poderia ser considerada MORALMENTE REPROVÁVEL ?

          • Nilda Alcarinquë

            Bem agora eu preciso deixar mais claro o meu ponto de vista:
            Se você tem dinheiro suficiente para ostentar de forma que não seja reprovável para a maior parte da sociedade, você pode ostentar algo falsificado ou contrabandeado?
            Mas se não tiver este dinheiro, isso é reprovável?
            Qual a diferença moral entre quem ostenta algo falsificado mas tem mais dinheiro de quem ostenta algo falsificado e tem menos dinheiro?

            É este o meu questionamento nesta fala.

            Se a pessoa tem ou não o suficiente para viver não entra no meu questionamento. Inclusive porque o que alguém acha insuficiente, outra acha mais do que suficiente. Prioridades e modos de vida podem ser diferentes para cada um.

            Isso passa muito longe da questão legal que, como o Marcio explicou muito bem, foi usado num contexto totalmente indevido. E que eu interpreto como uma forma de tentar deslegitimar mais ainda quem tenta agir dentro do que a sociedade capitalista afirma que é o correto.

            E não, não defendo esta modo capitalista selvagem e totalmente excludente em que vivemos. Mas se a pessoa o defende, que aceite suas regras e não venha dizer que uma pessoa pode agir de forma que o capitalismo prega e a outra não pode.

            bem, fico por aqui

            abraços

      • Daniel Violista

        cara esse teu “mais certo” é muito julgamento de valor… cuidado com isso.

  • Diego Medeiros

    Ouvindo essa réplica, mesmo sendo um grande fã da mídia podcast, fico imaginando o tanto de merda que ouvimos. Não chegando ao mesmo nível, essa resposta me lembrou um pouco o vídeo do Pirula comentando a quantidade de asneira que aquele canal ‘Você Sabia?’ divulga como verdade.

    • Então, aí tem, pelo menos, dois aspectos que me motivaram à produzir essa Réplica.

      1 – Foi a convicção com que a convidada falava aquelas coisas. Ela foi tão segura nas afirmativas dela que se eu não tivesse formação jurídica eu ia acreditar que é verdade.

      2 – Foi o fato de ficarem zoando com o Professor Maury quando ele tentou falar sério, e também ai só falaram bobagens…

      3 – Foras as conclusões que esse tipo de conclusões às quais esse tipo de raciocínio nos leva, que são muito sérias mas o pessoal leva tudo na zoeira e depois reclama que o Brasil é uma merda e tal…

      • Lucianotl

        Sabia que a barbara é advogada? Kkk
        uma dúvida, se comprar contrabando é crime, comprar objetos falsificados não é crime também?

        • Em tese, mas forçando muito a barra, até se poderia dizer que quem compra produto falsificado SABENDO que é falsificado pratica RECEPTAÇÃO combinando-se os artigos 180 e 184 do Código Penal.

          Mas dependendo do caso concreto a acusação teria que provar que a pessoa sabia que estava comprando produto falsificado, contrabandeado ou descaminhado.
          Em alguns casos isso é fácil de fazer em outros não e lembre-se que a obrigação (ônus) de provar – na esfera criminal – é da acusação (Ministério Público).

          No caso de quem compra ou usa produtos falsificados fica mais difícil de acordo com a qualidade da falsificação e mesmo que sendo uma coisa bem tosca, se houver dúvida o acusado será absolvido.

          O STF entende que não se aplica o princípio da adequação da conduta à quem copia e vende CD/DVD pirata mas não existem julgados (até onde eu pesquisei) dizendo o mesmo em relação à quem compra ou usa CD/DVD pirata.

          Então EU diria que é socialmente adequada a conduta de quem compra e/ou usa produtos falsificados, já que a somente cometeria receptação quem compra produtos falsificados, contrabandeados, descaminhados ou que de alguma outra forma são produto de crime se isso for feito com a intenção de revender ou de outra forma obter lucro com esses produtos.

          Isso está relacionado aos conceitos de Tipicidade Formal e Tipicidade Material, mas isso já é pra outro Episódio do LexCast rsrsrs

        • É verdade !!! Agora que você falou eu lembrei de ter ouvido ela falar isso e um outro episódio.
          Será que ela virou Blogueira de Moda depois de falar muita besteira em audiências ???
          😛

  • Erick Carvalho Campos

    Minino!! O negócio tá bombando aqui!

    A partir de um momento do podcast eu já tinha entendido qual seria o padrão de crítica, então quando ouvia a mocinha blogueira falando eu já imaginava a resposta/bomba que ela levaria em seguida.

    Eu particularme não entendi porque você ouve ultrageek, ouvi um único episódio há dois anos atrás e achei muito fútil e “pseudo comunista”. Não tem o mesmo conteúdo do falecido sjmb (que seria realmente um podcast sobre tecnologia).

    Gostei do tom desse episódio, tava bem no clima de a piada acima de tudo. Pela quantidade de comentários não fui só eu.

    • Assim. depois que eles se “profissionalizaram” eles mudaram um pouco a pegada, acredito que em razão dos contratos comerciais e tal..
      Mas os primeiros episódios eram muito legais pra quem curte tecnologia.
      Agora eles estão alternando entre episódios mais “‘sérios” e consistentes e outros mais na pegada da zoeira como este aí.

      De qualquer forma, como eu disse, eu perco o amigo mas não perco a piada rsrsrs

    • Daniel Violista

      Também curti o programa e não escuto Ulgrageek, o conteúdo não me interessa. Márcio foi incisivo e franco, não vi nenhuma agressividade da parte dele. Infelizmente a agressividade parece estar em alguns comentários. Mas eu sempre lembro do Milton Santos quando dizia: o Brasileiro não está acostumado a ouvir uma palavra critica.

      Aprovo a ação e acharia ótimo ele corrigir algum comentário de podcast que eu fiz, também considerei bacana a atitude pois a podosfera parece muito com outros meios politicos só que de forma mais exagerada: ninguém critica ninguém pra ficar bem na fita e não ficar “queimado”, fora a panelada que rola por conta disso. Sério eu já desisti dessa turma faz tempo.

      • Cara, eu gosto muito do Maury e do Tato. Ja estive com eles em São Paulo e eles são gente boa de mais.
        Mas tem gente na podosfera (como em todo lugar) que se acha “estrela” (e nem faz parte do SciCast :-P) ou que tem complexo “de ser usado”, pq quadno vc se aproxima dele ou o cara é “estrela” demais pra te dar atenção ou acha que você está se aproximando apenas por interesse rsrsrs

        Especificamente em relação ao Tato e ao Maury, sinceramente espero que eles entendam a brincadeira, e que apesar do to incisivo dos comentários a ideia era e sempre será de esclarecer enganos e confusões que as pessoas cometem ao tentar compreender o mundo jurídico a partir do senso comum.

  • Gustafsson Moura

    Não concordei com nada que disse.
    Faltou a Bandeira do PT e a camiseta do tchê na vitrine do podcast

  • Rodrigo Bamondes

    Márcio, tudo bem contigo? Levando em conta o seu alerta de irônias, gostaria de comentar uma coisa:

    – Sobre socialismo ser um sistema de produção, eu não concordo. Minha formação é socialista de berço, o meu avô recebeu o nome de Neline, porque o cara do registro não aceitou Lênin, meu tio-avô foi fichado no DOPS e tinha que andar armado porque ajudou a fundar um sindicato em Santos. Minha família participou da fundação de sindicatos e depois dos partidos que vieram a partir destes e participei de greves e reuniões socialistas. Pois bem, a minha família inteira, se frustrou com a esquerda e hoje nenhum de nós continua nessa furada. O sistema socialista, não envolve somente a produção, envolve tudo. Várias vezes em reuniões de final de semana sobre uma greve na faculdade que fiz, representantes da UJS vinham e queriam nos inflamar p/ partirmos p/ cima da polícia, pois se não desse “merda” não seria interessante p/ eles. Enfim, Socialismo não é só um esquema de produção, mas sobretudo um esquema de dominação. Nessas décadas minha família viu muito diretor de sindicato e político enriquecer absurdo as custas dessas falácias enquanto os outros só trabalhavam em “prol” da “revolução”. De resto, admiro muito seu programa e sou muito agradecido pelas reflexões e conhecimentos que me traz! Um grande abraço e sucesso.

    • Concordo com você Rodrigo, e credito que o Socialismo / Comunismo tem sim várias aspectos e um dles é em relação ao modo de Produção ou do meios de produção que pertencem ao Estado e não aos individuos, como no Capitalismo. Existe algum equívoco nessa afirmação ?
      Não entendi se foi isso que você quis dizer, mas se for por favor me esclareça, pq até onde li e sei, essa seja a diferença básica entre Socialismo e Capitalismo.
      Essa questão de lideres sindicais enriquecem ou se aproveitam dessa atividade para adquirir patrimônio pessoal, penso que isso tem mais relação com os valores e o caráter pessoal do que com o sistema.
      Acredito até mesmo que o Socialismo não funcionou em nenhum lugar onde se tentou implantar porque ele requer um grau de evolução moral que as pessoas ainda não possuem.
      Uma vez ouvi um professor dizer também que segundo Marx, seria preciso partir de uma sociedade altamente capitalista para só então implantar o Socialismo e o que foi feito na URSS e na Chia foi que eles saltaram de uma sociedade praticamente feudal para o Socialismo. Não sei se Marx realmente disse isso, mas penso que isso faz sentido e que primeiro as pessoas teria que experimentar o Capitalismo na sua forma mais “selvagem” para perceberem que ele deveria ser substituído por outro sistema que, segundo Marx, seria o Socialismo.
      O que parece claro é que todos, sejam comunistas ou capitalistas desejam viver em uma sociedade livre e justa e alguns (como eu) desejam ainda que essa sociedade seja solidária, que a solidariedade e a cooperação sejam o valores dominantes e não o egoísmo e a competição.
      Então eu penso que essa discussão vai muito além do modo de produção.

      • Rodrigo Bamondes

        Sim, concordo contigo. E sim, o Marx escreveu que a sociedade deveria estar no ápice do capitalismo para “evoluir” para o Socialismo (link no final do post). Agora eu acredito que o erro da maioria das doutrinas é ignorar os instintos humanos. O socialismo e comunismo funcionam muito bem em comunidades pequenas em que todas se conhecem, onde todos tem relevância uns para os outros e temos algumas dezenas delas aqui no Brasil, mas em agrupamentos maiores simplesmente não funciona, pois nem todos veem uns aos outros como relevantes. http://www.mundoeducacao.com/historiageral/as-doutrinas-socialistas.htm

      • Karl Milla

        Meritíssimo Dr. Márcio.

        Não iria comentar esse episódio pois não ouvi o Ultrageek em questão para traçar paralelos.

        Porém preciso ressaltar uma das suas frases acima, com as quais CONCORDO COMPLETAMENTE:
        “Acredito até mesmo que o Socialismo não funcionou em nenhum lugar onde se tentou implantar porque ele requer um grau de evolução moral que as pessoas ainda não possuem.”

        Realmente queremos todos uma sociedade livre e justa, e também queremos todos sim que seja solidária e cooperativa. A busca por esses ideais não é exclusividade de uma vertente ou ideologia ou filosofia. Por isso faço minhas as palavras do Rodrigo Bamondes abaixo: “o erro da maioria das doutrinas é ignorar os instintos humanos”.

        Já discutimos esse assunto demais aqui e não quero começar de novo. Entendo nossas diferenças ideológicas e respeito sua posição e seus motivos pois já foram meus também. Ensino às minhas filhas os valores da compaixão, da cooperação e da solidariedade, mas não acredito que estes sejam antagônicos aos desejos de querer uma vida melhor, lutar por isso e ser recompensado. Não estamos num jogo de soma zero. Todos podem crescer juntos e é isso que acredito.

        Grande abraço,

        • No fim penso que ;e tudo uma questão de valores, e não falo em termo de CERTO ou ERRADO, mas em termos eficácia e eficiência.
          No fim todos (ou quase todos) nós queremos as mesma coisa, apenas discordamos quanto aso métodos a serem adotados para chegar a onde queremos…

  • Leão do Norte

    Infelizmente essa é a mentalidade da nossa classe média, cada vez mais perdida.

  • hahahahahaha rindo muito ouvindo… Por favor, faça outros episódios assim, com outros Podcasts!

    • Pelo menos um ouvinte entendeu o “espírito da coisa” 😛